Hotel 636

       Era mais um dia comum na monitoria de Sociologia da escola. Amanda lia seu livro quieta em um cantinho, Miguel e eu disputávamos uma entediante partida de xadrez e Laura nos servia um café de gosto questionável. Nunca estudávamos Sociologia naquele tempo livre, obviamente. Apenas passávamos duas horas numa sala vazia sem fazer nada produtivo, assinávamos nossos nomes na pauta e ganhávamos nota extra por, na teoria, participar de uma atividade extracurricular.

       Sabrina, nossa monitora, estava fazendo sabe-se-lá-o-que e não havia chegado ainda. Me dava raiva o quanto ela podia sair e fazer o que quisesse só por ter aquele cargo. Pior ainda era que ela era um ano mais nova que eu, e da nossa turma. Mas por se voluntariar a abrir essa monitoria, passou a ganhar o dobro de pontos extras do que o resto de nós ganhávamos. Durante o semestre inteiro que tivemos de monitoria, Sabrina não passava sequer 10 minutos dentro da sala.

       Estava quase dormindo sentado até que uma forte batida na mesa me fez tomar um susto. Por um momento achei que Miguel havia me dado um xeque-mate, mas quando abri os olhos, me deparei com o pequeno punho fechado de Sabrina ao lado do tabuleiro, cujas peças voaram para longe com o soco.

       - Não dorme não, Henrique! – ela disse, animada como sempre. – Tenho novidades! Vocês não vão acreditar no que eu descobri!

       Ah não, lá vai..., pensei, já imaginando na próxima roubada em que ela iria nos colocar.

       Entenda, eu tinha bastante consideração por Sabrina, afinal, já a conhecia desde o primeiro ano do ensino fundamental. O problema é que ela era uma pessoa, digamos, excêntrica. Estava sempre entediada, procurando algo de interessante e mirabolante para fazer durante suas duas horas “livres” todas as quintas-feiras. Mas não interessante, do tipo “Ei, querem descobrir quem foi a primeira pessoa a comer lasanha?”, ela era mais do tipo “Querem jogar o jogo do copo e competir para ver quem consegue falar com mais pessoas mortas?”.

       Sabrina tinha uma espécie de obsessão pelo sobrenatural. Acreditava até naqueles vídeos estúpidos do Youtube sobre fantasmas, que todo mundo sabe que é mentira. Portanto, sempre que podia, tentava nos envolver em alguma busca por sinais de espíritos, poltergeists e até objetos inanimados possuídos por demônios. Claro que ela nunca, de fato, viu nenhum desses seres, mas adorava ler e ver filmes a respeito. Laura

ficava enlouquecida sempre que Sabrina aparecia com um de seus documentários “Os mortos estão entre nós II, a continuação” para assistirmos em casa, pois a coitadinha tinha medo até da própria sombra.

       Me lembro que Laura passou alguns dias sem dormir depois de ter visto aquele filme. Por mais imbecil e falso que fosse, ela era uma pessoa que se impressionava fácil. Desde então, nosso pequeno grupo de monitoria servia de cobaia e testemunha para as maluquices de Sabrina. Então não é de se espantar que sempre que ela chegava com uma de suas “novidades”, eu me tremia todo.

       - Algo muito interessante, eu presumo – disse Miguel, sorridente. Como sempre um puxa-saco. Ele era o único que de fato tentava fazer algo produtivo na monitoria, mas sempre acabava desistindo pela falta de aderência dos colegas.

       - Recentemente eu ouvi que os alunos estão falando sobre um jogo de computador que é a nova sensação – ela se direcionou até o quadro branco e escreveu com a caneta preta em letras garrafais o nome : “HOTEL 636”.

       - Sobre o que é o jogo? – perguntou Miguel, abrindo o caderno para anotar.

       Ela se virou para nós, com um sorriso perigoso que adorava estampar no rosto. Depois, se apoiando na mesa, falou :

       - Um hotel mal-assombrado.

       Laura logo estremeceu e segurou meu braço.

       - E o que é que tem esse jogo? – perguntei, ainda entediado, esperando ser mais um “Os mortos estão entre nós II”.

       - Ora, Henrique, é óbvio – Sabrina cruzou os braços. – O jogo envolve fantasmas, espíritos e todo o tipo de assombrações, e de repente todas as pessoas da escola resolveram jogar? Não acha isso muito...estranho?

       Pisquei duas vezes.

       - Não – respondi, com toda a sinceridade do mundo.

       - Acho que tem alguma entidade envolvida nisso que está fazendo uma espécie de possessão nas pessoas.

       Ela não podia estar falando sério. Mas pior que estava. Não dava para entender como a mente daquela garota funcionava. Como sempre, tentando ver coisas malucas onde não existem.

       - E como poderíamos comprovar isso? – perguntou Miguel. Ele realmente estava interessado naquela baboseira?

       - Jogando, é claro – ela deu uma risadinha esperta.

       - J-j-jogando?! – Laura gaguejou, apertando meu braço com ainda mais força – M-mas...

       - Sabrina, se me permite... – Miguel começou, ajeitando os óculos. – Acho que se todos nós jogarmos não vamos conseguir comprovar nada. O ideal seria que um de nós jogasse enquanto outro observa sua reação, para ver se realmente ocorre uma possessão.

       Os olhos de Sabrina se iluminaram.

       Miguel, além de ser um nerd assumido, tinha uma paixão platônica e nada discreta por Sabrina. Ele era a pessoa mais cética que eu conhecia, mas sempre que ela mencionava qualquer uma de suas maluquices sobrenaturais, ele ficava interessado e ia até o fim aonde quer que ela fosse para procurar qualquer sinal de fantasma existente. Em todos os casos, inexistente e uma perda de tempo.

       - Genial, Miguel! E acho que já sei quem daria uma boa cobaia...

       E não só ela, mas todos direcionaram os olhares para mim.

       - O quê? Por que eu?! – perguntei, indignado, apesar de já saber a resposta daquela pergunta. Os outros que sobravam para testar os experimentos doidos dela eram Laura, a criatura mais medrosa do planeta; Miguel, o puxa-saco-baba-ovo oficial da monitora, que sempre se safava do pior; Amanda, a garota quieta que ninguém sabia direito o que se passava na cabeça dela; e eu.

       - Hum... – Sabrina pensou um pouco – Se não quiser posso por a Laura no seu lugar.

       - O QUÊ?! – Laura começou a hiperventilar, depois olhou profundamente em meus olhos, quase chorando – P-por favor, Henrique! Não me faça ter que jogar esse jogo!

       Vi que não tinha escolha. Era isso ou teria uma ruivinha caída morta por causa de um ataque do coração bem diante de mim.

       - Está bem - resmunguei

       - Isso! - Sabrina deu pulinhos – Muito bem! Vamos fazer o seguinte: Henrique, você vai entrar no site hoje e vai jogar enquanto eu fico no telefone ouvindo suas reações, e no final descobrimos se você foi possuído ou não. Todos de acordo?

       Parecia que Sabrina tinha cinco anos de idade com aquela ideia. Que ótimo. O único que iria levar algum susto por causa dessas “assombrações” seria eu. Muito esperta, senhorita Sabrina, ficando só no telefone...

       - Sim – todos disseram, inclusive eu. De que adiantaria reclamar?

       - Dispensados! – Sabrina bateu continência, pegou sua bolsa e bateu a porta. Olhei para o meu relógio e... é, ela conseguiu ficar três minutos e dezoito segundos na sala.

       Miguel e Laura saíram logo em seguida. Me abaixei para catar as pecinhas de xadrez que Sabrina derrubara no chão, e quando levantei, me deparei com Amanda parada a alguns centímetros de mim e tomei um susto. Ela não era assustadora nem nada, mas só o fato de ser tão quieta, nunca sorrir e ter olhos azuis tão penetrantes, me deixava um pouco receoso.

       - Oi, Amanda – tentei simular descontração, mas aqueles olhos me encarando sem nem piscar estavam me deixando extremamente desconfortável.

Depois de alguns segundos sem dizer nada, ela abriu a boca e disse, muito séria:

       - Conheço esse jogo.

       - Oh, sério? – o que custava ela dizer aquilo para Sabrina antes de ela ir embora? Poderia me poupar de ter que jogar aquela porcaria!

       Ela continuava sem expressar sequer uma emoção, só assentiu com a cabeça bem de leve.

       - Sabe se... – cocei a cabeça, atrapalhado – Dá muito medo ?

       - Dá.

       Arregalei os olhos. Nada de pânico, Henrique, nada de pânico.

       - Mas as fases... são... muito assustadoras ? – dei um risinho de nervoso.

       - Sim.

       - Na sua opinião... como eu reagiria a esse jogo ?

       Ela finalmente piscou, e citou três palavrinhas que quase me fizeram urinar nas calças.

       - Medo, horror e trauma.

       Engoli em seco. Era hoje que eu morria. Sinceramente, preferia a Amanda quieta e que só lia um livro no seu canto do que essa Amanda monossilábica e sinistra, profetizando coisas malignas.

       - O-obrigado.

       Amanda deu meia volta, pegou sua bolsa e saiu. Maravilha. Estava muito mais feliz acreditando que aquele jogo era só mais uma idiotice de Sabrina e que o máximo de emoção que me provocaria era tédio, como sempre. Agora estava realmente preocupado.

       Sabrina foi extremamente pontual. Vinte minutos depois que cheguei em casa – dando tempo para eu lanchar e trocar de roupa – ela me ligou e disse para eu ligar o computador. Não podia nem disfarçar e só fingir que estava ligando, pois meu computador fazia um barulho bem característico quando ligava. Então mesmo tremendo de leve, fiz o que ela disse.

       Entrei no site e me cadastrei. Fiquei um pouco apreensivo porque logo no primeiro clique apareceu uma cara esquisita berrando no canto da tela.

Respirei fundo. Precisava ficar calmo. O jogo nem havia começado e eu já estava suando.

       - Sabrina, tem um problema. Não está indo – quase sorri ao ver a tela mostrando um aviso em vermelho.

       - Não? Como assim?

       - Aqui diz que o jogo só funciona depois das seis da tarde – olhei para meu relógio, eram cinco e meia.

Agora me diga: qual era a razão daquilo?! Deixar o pobre jogador com mais medo ainda? Impedir que ele pudesse pelo menos recorrer à luz do sol como conforto? Que absurdo.

       - Então muda o horário no relógio do seu computador – droga. Por que ela tinha que pensar em uma solução?!

       - Não, se não posso jogar, não jogo.

       - Me parece que você tá com medo... – ela riu.

       - Não estou! – protestei, irritado.

       Mas era óbvio que eu estava morrendo de medo. Quase me borrando nas calças. Só de lembrar das palavras frias de Amanda, me estremeci todo.

       Não tive escolha. Para minha infelicidade, o servidor do jogo era burro o suficiente para acreditar que o tempo passara magicamente, e o site permitiu que eu entrasse. Era a hora. Não podia voltar atrás.

       - Conseguiu? – ela perguntou.

       - S-sim... – balbuciei, pensando que o pior já estava por vir.

       Um vídeozinho de introdução começou. Mostrava alguém em primeira pessoa acordando em um quarto de hotel todo sujo e quebrado, murmurando umas coisas típicas de personagem estúpido de filme de terror. Ele abriu a porta de seu quarto – imbecil! Quando se está num lugar desses você não caminha em direção à morte certa! - e saiu em um corredor escuro.

       Já não começou muito bem..., pensei, aflito.

       Andei com o mouse em direção ao corredor até que me deparei com uma espécie de fumaça fantasmagórica negra vindo em minha direção fazendo um som muito sombrio. Já me desesperando, fiz meu personagem correr até a única coisa que eu achei que o salvaria, uma porta.

       Não desgrudei do telefone. Aparentemente agora estava em um banheiro sujo e escuro. Narrei meu trajeto até então para Sabrina.

       - Não me parece assustador.

       - É, por enquanto... – mas me arrependi de tirar conclusões precipitadas. Uma mulher vestida de empregada apareceu bem lá atrás na tela, limpando alguma coisa. E claro... ela era loira. Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram.

       O estranho era que nada acontecia. Já estava lá parado há uns dois minutos e nada daquela empregada fantasmagórica vir me atacar.

       - Você não tem que matar ela ou algo do tipo? – Sabrina perguntou, depois de eu narrar o que estava acontecendo.

       - Acho que sim, mas não tenho nada. Só uma câmera fotográfica.

       - Uma câmera? Estranho... – depois de alguns segundos botando aquela mente perturbada para funcionar, ela chegou à seguinte conclusão: - Tira uma foto dela pra ver o que acontece.

       - O quê?! – sem ofensas à dona loira, mas não queria ter a imagem dela guardada comigo para sempre, porque mesmo de longe ela já estava me dando muito medo.

Respirei fundo e cliquei na máquina, mas me arrependi logo em seguida. Estava quase fechando a janelinha do jogo quando a criatura voou na tela, berrando e mostrando sua cara horrenda. Deus, e o som estava ligado! Não aguentei e dei um berro escandaloso de susto, deixando Sabrina praticamente surda.

       - Tira mais uma foto, Henrique! Tira! – ela percebeu que eu estava sem ação - Senão você morre! TIRA!

       Comecei a clicar freneticamente com o mouse e tirei quase um book inteiro daquela mulher. E ela morreu. Ufa. Um ataque cardíaco a menos. Meu dedo formigava de tantas vezes que clicara no mouse. Não me espantaria se ele tivesse pifado.

       - Pronto... – falei, arfando – Próxima fase.

       Desci umas escadas e entrei num quartinho – também, todo sujo e desarrumado e com uma iluminação um tanto fraca - que tinha um bebê. Uma musiquinha de ninar

tranquilíssima tocava. Me acalmou totalmente. A fase parecia fácil. Conclui que deveria passar pelo quarto sem acordar o bebê, porque eu conheço filmes de terror, e aquele ser que você mais deve evitar se quiser sobreviver é sempre a criança.

       Mas a musiquinha parou de repente. Pensei que meu som tinha dado algum problema, mas não. Falei para Sabrina que no canto da tela um medidor oscilava de branco a vermelho.

       - Então, se o medidor ficar vermelho o bebê acorda. E você só não pode deixá-lo atingir essa cor. Simples –ela falou.

       É. Parecia simples. Mas eu sabia que de alguma maneira o jogo ainda iria me sacanear e me fazer tomar um susto ainda maior, para eu borrar as calças de vez.

Fiquei passando o mouse pelo quarto bem devagar e suavemente, e não é que deu certo ? Estava chegando na porta, todo contente que estava prestes a sair, mas aí foi quando o infeliz do bebê não satisfeito em ter acordado, pulou em cima de mim gritando com uma cara muito assustadora. E o que eu fiz? Gritei como uma garotinha, claro.

       - Ok. Acho que ele acordou – Sabrina falou, e por estar ouvindo sua voz mais distante, deu para ver que ela afastou o telefone do ouvido para que eu não estourasse seus tímpanos.

       Porcaria de fase difícil! A droga do bebê acordava toda hora! Fiquei um tempão tentando pisar naquele chão que nem uma bailarina, mas não importava o que eu fizesse, aquela criaturinha demoníaca sempre pulava em cima de mim! Me deu vontade de ligar o microfone e começar a cantar a música que minha mãe cantava para mim quando eu tinha três anos de idade só para aquela porcaria dormir. Se bem que do jeito que eu cantava, era capaz do bebê ficar ainda mais fulo da vida e me estrangular do que dormir tranquilamente.

       Depois de muito, muuuuuuuito esforço e força de vontade, passei de fase.

       - Finalmente! – Sabrina comentou. Que raiva. Não era ela que estava passando pela tarde mais assustadora da vida dela, era?! E ainda ficava impaciente com as minhas dificuldades?! Quanta injustiça!

       Na próxima fase, entrei em outro quarto e me deparei com um homem magro, cabeludo e com uma cara medonha se debatendo em uma camisa de força. Com o coração quase saindo para fora, olhei para o lado e vi que no canto da tela havia um espaço onde eu deveria digitar uma sequência de números. Uma voz estranha sussurrava umas palavras soltas, mas não consegui entender o que elas significavam.

       - Devem ter alguma coisa a ver com esse código. Presta atenção, o que a voz está falando? – perguntou Sabrina.

       Tentei ao máximo entender o que era aquilo, mas a imagem daquele louco se debatendo estava captando toda a minha atenção. Fechei os olhos e consegui ouvir com mais clareza. Digitei os números nos espaços, crente que estava livre daquela fase, mas não deu certo.

       - Conseguiu?

       Não respondi, a tela simplesmente ficou toda preta. Meu Deus. TODA. PRETA. E de lá apareceu uma mão. Aquela quantidade de sustos seguidos estava começando a

me fazer delirar, porque tudo o que eu pensava era que queria fechar o jogo pensando que a mão ia me sugar pra dentro do computador. Mas lembrei que já era um sério aluno do ensino médio e já não acreditava mais nessas besteiras.

       Mas confesso, quase chamei minha mãe.

       Passei mais um bom tempo de sustos, gritos, desespero e reclamações de Sabrina por eu ser, segundo ela, “um maricas que grita com qualquer sustinho”, mas finalmente consegui chegar na última fase. Graças aos céus! A fase mostrava meu personagem saindo do hotel! Eu estava livre! Nunca mais teria que lidar com aquelas criaturas bisonhas outra vez! E de uma certa forma foi até bom eu ter tido coragem de ir até o final!

       - Nada de possessão, Sabrina, os adolescentes só gostam do jogo porque querem um pouco de adrenalina nas vidas sem-graça deles – estava tão feliz que nem fiz nenhum comentário irônico com aquela obsessão dela.

       - Bah, que chato – ela bufou. – Enfim, o que está acontecendo agora?

       - Agora estou aqui saindo desse hotel bizarro e entrando em um carro – me endireitei na cadeira - Peraí, peraí, tem alguma coisa no retrovisor.

       Cheguei mais perto da tela para ver. Para quê...?

       Depois de ter visto o bicho mais feio do jogo no pequeno retrovisor daquele carro, que conseguiu ganhar da loira, do bebê e do maníaco na camisa de força, acabei empurrando demais a tela do meu laptop, quebrando-a. Quando vi o estrago que fiz, todo o meu orgulho e bom senso foi por água a baixo. Depois de colocar os pulmões para fora com o berro que dei, e furioso com todo o trabalho que tive para acabar naquilo, soltei os cachorros :

       - NÃO ACREDITO! Sabrina, sua maldita! Me obrigou a gastar minha tarde jogando essa porcaria do inferno que vai me traumatizar pro resto da vida e ainda me fez quebrar meu laptop! Desgraçada, só por causa da sua obsessão por coisas loucas eu tive que sofrer durante esse tempo pra acabar assim! Não vou mais conseguir ir ao banheiro ou segurar um bebê! MALDITA!

       Ops, ela acabara de deligar o telefone na minha cara. Ela não ia deixar aquilo barato. Eu a conhecia, e se tinha algo que Sabrina era, além de ser louca, era vingativa. Depois de achar que tinha finalmente me livrado dos sustos, assumi que iria levar um bem pior no dia seguinte. Loira do banheiro é fichinha perto de uma Sabrina com raiva.

© 2017 por Giulia Paim. Orgulhosamente criado com Wix.com.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now